facebookrssyoutubetwitter

INFOJUS

LEGISLAÇÃO

ÚTIL

Noticias

Despedimentos vão mesmo avançar na função pública

admin publicaO Governo vai mesmo avançar com os despedimentos na administração pública. Esta segunda-feira à noite, enviou novos documentos aos sindicatos do sector sem alterações no articulado da requalificação e do aumento do horário de trabalho.

O Executivo concentrou-se na exposição dos motivos, deixando desde já recados para o Tribunal Constitucional que deverá receber pedidos de verificação da constitucionalidade das leis que o Governo quer aprovar.

O Governo não desiste da chamada requalificação, que vai gerar milhares de despedimentos e que tem sido amplamente criticada pelos sindicatos, pela oposição e por muitos especialistas.

No início das negociações, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, chegou a admitir que realmente existiam algumas inconstitucionalidades que era preciso corrigir. No entanto, não o fez e optou antes chamar a atenção para alguns entendimentos já expressos anteriormente pelos juízes do palácio Ratton.

Por exemplo, que apesar da relação jurídica de emprego na Administração Pública ser tendencialmente estável, o direito ao emprego não é um direito absoluto, mas antes, como outros, um direito com limites e restrições quando confrontado com outros direitos também constitucionalmente “amparados”.

O Executivo entende que na função pública esse direito deve ser visto do ponto de vista do “interesse público” e do dever da boa administração, confronto que como o Tribunal  tem vindo a reconhecer, sublinha o Governo, pode levar  à compressão  do estatuto jurídico dos trabalhadores quando estejam envolvidas causas objectivas, como a reestruturação e racionalização de serviços. 

É neste contexto que o secretário de Estado da Administração Pública enquadra o processo de requalificação, processo que, faz questão de assinalar, não se destina a cessar contratos, mas a melhorar as qualificações dos funcionários.

Os sindicatos discordam e vão repeti-lo nas negociações desta terça-feira com Hélder Rosalino. Também vão deixar claro que apesar das pressões do Governo, tudo farão para que os diplomas cheguem ao Tribunal Constitucional.

in TSF | 04-06-2013 | Ana Carrilho

Também com interesse
TC declara inconstitucional julgamentos em processo sumário
A fiscalização abstrata da norma foi pedida pelo Ministério Público.
Registo Criminal vai passar a ter certidão permanente
O projeto Justiça Mais Próxima está a fazer mudanças também na área dos Registos e a curto prazo está previsto o arranque da possibilidade de ter uma certidão permanente do registo criminal, &
Transportadoras vão beneficiar de majoração no ISP já a partir de Julho
Ao calcularem o pagamento por conta de IRC deste mês, as empresas poderão já beneficiar de uma maior majoração nos custos com combustíveis, tal como estava previsto no Orçamento do Estado para. Diplom
Juízes querem funcionários públicos a ajudar nos tribunais
Conselho Superior da Magistratura lança manual de boas práticas para acabar com 1 milhão e 100 mil ações de cobrança de dívidas nos tribunais. Agentes de execução serão mais vigiad
Reforma do mapa judiciário
Os operadores judiciários teceram esta quarta-feira, em Coimbra, várias críticas ao novo mapa judiciário, com a Ordem dos Advogados (OA) a considerar que a reforma operada há um ano pelo Governo não cumpriu n
Nova nota de 10 euros chega amanhã
É apresentada como sendo “mais resistente à contrafação”, com “vários elementos de segurança melhorados”, e terá uma aparência “renovada”. Falamos da nova nota de 10 euros que entra em circulação esta terça-feira e que se assem
AIMI. Imobiliárias chamadas a pagar faturas milionárias
As empresas de promoção imobiliária, algumas com dezenas de casas em stock à espera de uma oportunidade para vender, estão a ser chamadas pelo fisco a pagar o adicional ao IMI. No raio de alcance do novo imposto est
Empresas condenadas por despedimento ilegal de grávidas sem subsidios públicos
As empresas condenadas por despedimento ilegal de grávidas, puérperas e lactantes vão ficar impedidas de beneficiarem de subsídios ou subvenções públicos, de acordo com o decreto lei n.º 133 publi

collex debates discursos lexpoint vida economicaupt parceiro