facebookrssyoutubetwitter

INFOJUS

LEGISLAÇÃO

ÚTIL

Noticias

Pais vão poder trabalhar a tempo parcial em 2014

parentalidadeFonte do gabinete do ministro Pedro Mota Soares diz ao "Diário de Notícias" que a intenção é que o Estado suporte o salário restante.

O Governo quer que os pais possam vir a trabalhar a tempo parcial para dedicarem mais tempo aos filhos, continuando a receber o salário por inteiro. O projecto está a ser trabalhado e deverá entrar já em vigor em 2014, com o salário remanescente a ser pago pelo Estado.A informação é avançada na edição desta terça-feira do “Diário de Notícias” e é atribuída a fonte do gabinete do ministro Pedro Mota Soares, que tutela a pasta do Emprego e Segurança Social.“Queremos usar verbas europeias para suportar a empregabilidade parcial. Uma mãe ou pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio dia que o Estado suporta o restante. Contamos que esta medida esteja totalmente implementada no próximo quadro comunitário” que vigora entre 2014-2020, explicou a fonte do gabinete do ministro ao DN.Não são adiantados pormenores sobre o universo que poderá ser abrangido, os requisitos necessários para poder aceder ao programa, nem a despesa associada a esta medida. Mas o jornal refere que esta é uma medida que pretende responder à sucessiva quebra da natalidade e às crescentes dificuldades que os pais têm em conciliar trabalho e vida familiar. Mercado de trabalho, crise, preço das creches Esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que no primeiro semestre do ano nasceram 39.913 bebés, menos quatro mil do que no mesmo período de 2012.Um especialista ouvido pela agência Lusa atribui este fenómeno ao desemprego, ao elevado preço das creches e à dificuldade em conciliar carreira e maternidade.José Morgado, coordenador do Departamento de Psicologia de Educação no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), diz que o impacto das questões económicas, sobretudo o desemprego jovem, é uma das principais razões para o "fenómeno complexo" do constante abaixamento da natalidade em Portugal.Por um lado, "as pessoas não têm casa, não têm emprego, estão a viver com os pais. Há um lado económico que tem bastante peso", observou o psicólogo à Lusa.Por outro lado, segundo José Morgado, há um estudo que diz que no âmbito da União Europeia as mulheres portuguesas são das que mais gostariam de compatibilizar "maternidade com carreira", mas "o problema é que o acesso à carreira é muito complicado".O preço dos equipamentos e serviços para a primeira infância e pré-escolar é outro entrave: são dos mais caros da Europa, proporcionalmente ao nosso rendimento, diz  José Morgado.Em suma, "toda a conjuntura económica, aliada à falta de confiança no futuro, retira às pessoas a disponibilidade para contrair a responsabilidade da família, de um filho ou de um segundo ou terceiro filho", diz o especialista, que sublinha ainda a fragilidade psicológica e que o actual "caldo de cultura" não é favorável às famílias.

in Jornal de Negócios | 24-09-2013

Também com interesse
 Citius: Conselho da Magistratura propõe legislação que acautele dilatação de prazos
É um pedido com carácter de urgência que será feito à ministra da Justiça, por forma a acautelar a possibilidade de prolongar os prazos dos processos entre 1 de setembro e a entrada em vigor do diploma.
Declaração de remunerações com controlo mais apertado
Segurança social vai apertar o controlo à informação que consta da declaração de remunerações. Há erros que impedem a sua entrega. Regras mudam dia 1.
Quase 1600 pessoas proibidas de contactar vítimas de violência doméstica
Quase 1600 pessoas foram sujeitas à medida de proibição de contactos com vítimas de violência doméstica nos últimos sete anos, indicam os últimos dados estatísticos da Direcç&atil
Bruxelas quer mecanismo de rendimento mínimo garantido em todos os países do euro
Medida também prevê um mecanismo de salário mínimo. Juncker quer reforçar os direitos sociais europeus para combater o populismo. Proposta está prevista para março.
Credores já podem recuperar o IVA nas cobranças duvidosas
Quem tinha facturas de Janeiro de 2013 ainda pode efectuar o pedido de regularização ao Fisco até esta sexta-feira, 31 de Julho. Dessa forma, apesar de a factura nunca ter sido paga, poderá recuperar o IVA já entreg
Governo omitiu benefícios fiscais de 1045 milhões a grandes grupos
No parecer à Conta Geral do Estado de 2012, o Tribunal de Contas alerta para a alta concentração em dez beneficiários.
Professores começam a inscrever-se na prova de avaliação esta segunda-feira
PACC volta a custar 20 euros e realiza-se a 19 de Dezembro. Componente específica terá lugar em Fevereiro.
Parlamento debate hoje alterações à Lei da Nacionalidade, organizações marcam protesto
O parlamento debate hoje as propostas do PS e PCP para alterar a Lei da Nacionalidade e facilitar o reconhecimento de cidadãos nascidos em solo luso, estando agendado um protesto de 38 organizações que exigem uma nova legisla&cce

collex debates discursos lexpoint vida economicaupt parceiro